Órbita a Plutão Anão, numa BMX. Com o E.T.

Casa vazia, tempo nas mãos. Um luxo nos dias que correm. Um luxo ao qual já não estou habituado – e nem convém habituar, visto ser apenas um pequeno devaneio naquela que é uma rotina bem oleada de uma jovem família (a resumir já de seguida).

Por entre esses minutos a mais com que o meu dia foi abençoado, tive a oportunidade de ver e beber o Stranger Things – qual love letter a todos aqueles filmes que fazem parte do meu imaginário infantil da década de oitenta e pelos quais nutro imenso carinho. E tive tempo de me re-inspirar naquele mundo de neons, BMX e sintetizadores. God damn.

Tive também oportunidade de voltar a tirar o pó a Plutão Anão, a fazê-lo rodar pela segunda vez em dois anos. O resultado está aqui. O cartaz, qual eighties movie, está ali. Façam boa viagem.

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O meu jingle favorito do Plutão Anão é do meu filho. Naturalmente.

Big, big smile. Gravado ontém. Um sonho, simples, tornado realidade.

That’s my boy.

Tom listening to Pearl Jam

This is an audio-only recording of myself and my 2 year old son Thomas, taking out Pearl Jam’s Lightning Bolt album, opening the gate-fold in the band picture and then taking the record for a spin. His love for Pearl Jam was not instilled by myself. I totally promise. It’s all him.

Árvore de cimento

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Até àquele ponto, luz trazes. E daquele ponto adiante, luz levas. Uma árvore de cimento por entre oliveiras, vinhas, feijão e batatas. Desde sempre presente na limitada linha do horizonte do quintal de trás do Nº25 da Estrada da Figueirinha.

Farewell, Classic

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Imagem de Jim Merithew/WIRED.

So, Apple have pulled the plug on the iPod Classic. Com o advento do iPhone 6 e dos touch-screen em geral, os dias estavam contados para o aparelho que transformou o modo como o mundo escutava e – mais importante ainda – consumia música. O iPod Classic do qual sou dono – verão de 80Gb – vai fazer em Dezembro sete anos. Mais do que o meu primeiro Walkman, que rodava horas sem fim as minhas cassetes de Michael Jackson (primeiro) e Pearl Jam & Nirvana (depois) e mais do que o meu Discman, que rodou horas a fio CDs da minha colecção que maioritariamente habitavam em casa dos meus Pais, distando 300Km de onde eu estudava, mas que selectivamente me acompanhavam nas viagens de mais de três horas até Braga na Rede Expressos – mais do que esses monstros sagrados da minha vida e mais inclusivamente do que o meu leitor de vinil, o meu iPod tem sido o meu maior e mais valioso amigo desde que tivemos o prazer de nos conhecermos numa noite invernosa Londrina. E ele não tem defeitos. Ou melhor, só tem um defeito: não lê ficheiros áudio de alta-resolução (FLACs, por exemplo). Mas até esse defeito é tecnicamente ultrapassável. O meu iPod nunca me falhou e permitiu-me desde do primeiro dia andar com a banda sonora – toda – da minha vida atrás de mim. E a palavra chave aqui é mesmo essa: toda. Dada a sua grande capacidade de armazenamento, durante anos pude partilhar com o meu iPod toda a música que me importava. Ele tinha espaço para tudo. E estivesse virado para a melancolia, tinha ali ao clique de um dedo o álbum ideal para me acompanhar naquele momento. Ou se estivesse numa de nostalgia de determinadas noites de verão da adolescência, podia recorrer novamente ao meu amigo Classic e sacar de lá aqueles temas que cobriram determinados tempos da minha vida com acordes que passariam a ressoar para sempre no eco dos meus pensamentos. Tive sempre à mão todo e qualquer tema de que necessitava, quando o necessitava.

Na essência, o luxo de poder andar com toda a minha discoteca no bolso – e aqui friso bem a palavra minha; não a da cloud; não a de um qualquer algoritmo de um serviço de streaming – acaba agora de ser confirmado mesmo como tal: um luxo. Com a morte do iPod Classic e o advento dos serviços de streaming, ser dono e arquivador dos teus próprios ficheiros áudios acaba por ser resignado ao mesmo destino que o formato físico de música que, ironicamente, o próprio ficheiro áudio um dia matou (not quite, but almost). It’s evolution baby.

Mas tal como não somos obrigados a resignarmos e aceitarmos o destino (ou circunstâncias sociais, ou karma ou como lhe queiram chamar) que a vida nos reserva, também não somos todos obrigados a seguir as pisadas que a Apple e demais gigantes da web nos querem impingir. A maioria seguirá o pastor. Outros entrarão em devaneios e prosseguirão o seu caminho próprio. Sempre foi e sempre será o caso em qualquer aspecto da vida. Pessoalmente, faço intenções de pertencer ao segundo grupo. E nesse sentido, declaro-me como ovelha que fará para estar atento ao rumo que o Pastor profecia, mas escolhendo sempre o meu próprio caminho. E como tal, um iPod Classic de 160GB já foi encomendado, pago e segue rumo a casa, no momento em que escrevo estas linhas. E poucos já há disponíveis ao preço de origem. Aliás, ao PRVP no UK, já não os há. E até o toblerone do Mr. Neil Young me convencer otherwise, com os meus dois meninos iPod Classic, estou servido para – seguramente – ter o destino da minha discoteca digital nas mãos para os próximos dez a quinze anos. Tempo suficiente para me convencerem que deva proceder de outra forma.

Até lá, farewell Classic.

Where’s the sand?

Footsteps

ricjoorg_verao2014-78Little man. Little footsteps. Big life.

Do I?

Canção composta por myself e datada de há quatorze anos, revista e regravada esta noite. Para memória futura.

Os Titãs

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Fantástico, o som daqueles a quem foi dado o cognome de Shadows Portugueses: Os Titãs, da cidade do Porto. E mais fantástico ainda, as sleeves dos seus dois primeiros sete polegadas, do início da década de sessenta – dificílimos de encontrar, se bem que já tenho uma cópia do EP de estreia (finalmente) debaixo de olho e pronto a ser meu, hopfeully. Enquanto isso, há que apreciar estas beldades via as suas versões de zeros e uns. Ler sobre Os Titãs. Ouvir Os Titãs. Já tinha rodado Os Titãs há uns anos, num Plutão Anão.

Cornwall (v)

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Cornwall (iv)

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Cornwall (iii)

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Cornwall (ii)

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Cornwall (i)

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Window watching

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Dois de Junho

Eis a data de lançamento dos primeiros três álbuns dos Led Zeppelin remasterizados e em versão expandida de luxo com material raro. Finalmente.

Dare I say, I have found my birthday present(s).

Peter Green

peter green

You, Sir, are – undoubtedly – my favourite guitar player of all time. The way you make your guitar sing beautifully in such a discreet and toned-down manner is, in itself, a personification of exquisite taste. How I long to hear you play on my turntable, dear Sir. Oh, how I do.

Passion

Both. Mine.

Chadas encobertas

É um dos meus locais favoritos, e várias vezes retratado aqui por mim. Desta feita, uma tarde invernosa de nevoeiro em Dezembro passado.

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O Lyrebird

Antes de mais, vamos aos factos:

Facto um: não sou um devoto de pássaros;

Facto dois: sou um enorme devoto de captação de sons;

Posto isto, estive a escutar um programa de rádio da BBC Radio 4 há dias intitulado ‘David Attenborough: My Life In Sound’ (desconheço se funciona em Portugal), que viaja pela carreira de capatação de áudio de David Attenborough ao longo dos anos, nomeadamente – mas não só – de pássaros.

Não sendo, como já admitido em cima, um grande aficcionado de pássaros e estando altamente interessado na conversa exclusivamente pelo seu teor
técncio, acabei por ficar fascinado prescisamente com um senhor pássaro referido e reproduzido na conversa, de seu nome Lyrebird (desconheço
como se chamará em Português). E porque jamais conseguiria descrever por palavras ou por qualquer outra forma a brilhante performance desta
espécie, nem vou tentar fazê-lo. Peço-vos apenas para carregarem no Play e escutarem os seguintes dois minutos e três segundos.