Dois de Junho

Eis a data de lançamento dos primeiros três álbuns dos Led Zeppelin remasterizados e em versão expandida de luxo com material raro. Finalmente.

Dare I say, I have found my birthday present(s).

Peter Green

peter green

You, Sir, are – undoubtedly – my favourite guitar player of all time. The way you make your guitar sing beautifully in such a discreet and toned-down manner is, in itself, a personification of exquisite taste. How I long to hear you play on my turntable, dear Sir. Oh, how I do.

Passion

Both. Mine.

Chadas encobertas

É um dos meus locais favoritos, e várias vezes retratado aqui por mim. Desta feita, uma tarde invernosa de nevoeiro em Dezembro passado.

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O Lyrebird

Antes de mais, vamos aos factos:

Facto um: não sou um devoto de pássaros;

Facto dois: sou um enorme devoto de captação de sons;

Posto isto, estive a escutar um programa de rádio da BBC Radio 4 há dias intitulado ‘David Attenborough: My Life In Sound’ (desconheço se funciona em Portugal), que viaja pela carreira de capatação de áudio de David Attenborough ao longo dos anos, nomeadamente – mas não só – de pássaros.

Não sendo, como já admitido em cima, um grande aficcionado de pássaros e estando altamente interessado na conversa exclusivamente pelo seu teor
técncio, acabei por ficar fascinado prescisamente com um senhor pássaro referido e reproduzido na conversa, de seu nome Lyrebird (desconheço
como se chamará em Português). E porque jamais conseguiria descrever por palavras ou por qualquer outra forma a brilhante performance desta
espécie, nem vou tentar fazê-lo. Peço-vos apenas para carregarem no Play e escutarem os seguintes dois minutos e três segundos.

The early bird catches the worm

E assim foi, desta feita comigo. Por ocasião do lançamento do segundo longa-duração dos Portugueses You Can’t Win, Charlie Brown – ‘Diffraction/Refraction‘ por estes últimos dias, dirigi-me na noite de Sábado à loja online da editora da banda – Pataca Discos – sabendo desde já que entretanto a loja deles já teria sido posto em funcionamento. Lá fiz a minha compra, com envio directo para Londres e transacção directa, sem intermediários – serviço nice & simple, com pagamento Paypal (algo, inacreditavelmente, ainda pouco comum em sites Portugueses).

E eis que hoje recebo da Pataca Discos o seguinte email, com um sorriso nos lábios, diga-se:

Pataca

Sweet.

Boas

Que o Natal tenha sido feliz e as entradas boas. Estas festas de dois mil e treze foram mais temperadas e menos intensas, por razões que não vale a pena agora descrever. E como tal, nem me lembrei de vir aqui fazer a referência anual. Que o final de dois mil e quatorze traga mais razões e vontade de festejar.

Apesar de tudo, sou um pai imensamente feliz. Tinha que partilhar.

Aningaaq

Sei que não é novidade nenhuma e que já venho com mais de um mês de atraso, mas não me importo.

Só ontem tive a oportunidade de ver o sublime filme ‘Gravity’ de Alfonso Cuarón, com Sandra Bullock no papel principal. E por isso apenas publico aqui hoje este outro lado do puzzle – uma curta metragem de Jonas Cuarón, filho de Alfonso, que complementa uma das cenas de ‘Gravity’.

Não sou crítico de cinema e nem vou tentar sê-lo esta noite. Sei que o filme tem fraquezas. A personagem de Clooney é totalmente irrealista, assim como alguns dos traços psicológicos da personagem de Bullock, que certamente sendo no mundo real, nunca teria passado os teste psicotécnicos para integrar qualquer programa espacial que não um que permanecesse apenas com os pés bem assentes na Terra. Os outros três personagens que faziam parte da sua equipa nem sequer para o filme foram chamados e como tal, nem cinco minutos totais do filme foram despendidos na sua caracterização. O que é fraco. E as frases clichés tipicamente americanas proferidas pelo filme a fora são de muito mau tom.

Mas o filme é fantástico. Soberbo. Fenomenal. Incrível. Para um amante do espaço, será por ventura o mais próximo e realista, confirmado pelo próprio senhor Chris Hadfield - o Bowie Canadiano, do espaço que um simples Terráqueo poderá alguma vez experienciar. Daqueles filmes que com certeza inspirará imensas crianças um dia a serem elas próprias astronautas. Tomara eu ter tido a oportunidade de viver tal filme inspirador aquando dos meus sete ou oito anos de idade. Este ‘Gravity’ deixa a anos luz um documentário em 3D que em anos passados vi no Museu de Ciência de Londres, com imagens captadas pelos próprios astronautas na Estação Internacional Espacial. Não tem sequer a mínima comparação. Aqui, o fictício não dá qualquer hipótese ao real, contrariando toda a lógica e raciocínio.

Se este filme ainda estiver em rodagem num cinema perto de vocês e em 3D, façam um favor a vós próprios e vão passear até ao Espaço por noventa e um minutos.